Educação: Educar é um ato de desenvolver e aperfeiçoar
Educação: Eng. Ricardo Jatobá
O ato de educar em si é propriamente o de desenvolver e aperfeiçoar as faculdades físicas, intelectuais e morais que constituem as principais características de um ser humano.
A Educação é constituída pelos processos de ensinamento e aprendizagem, que se desenvolvem por meio de disciplinas, normas e conceitos que visam inserir o homem dentro de um contexto social-político-econômico, o qual é regido pelo próprio.
No entanto, não é apenas primando para este conceito mais frio que conseguimos obtê-la por completo dentro de seus parâmetros.
A Educação é também reflexão. É por meio desta última que tentamos, de maneira nobre, educar e saciar nosso espírito, complemento-mor de nós, homens racionais.
Quando nos propomos a refletir, estamos paralelamente fazendo um trabalho que nos permitirá conhecer o conceito de filosofia.
Filosofia é tão somente pensar. É idealizar uma opinião, própria e empírica, a respeito de um determinado assunto ou de qualquer fato objeto de nossa análise.
Vejamos: Quando estudamos a geografia, tomamos conhecimento de fatos reais e, conseqüentemente, constatáveis. A matemática nos oferece a lógica indiscutível de teoremas comprovados, e assim por diante.
Com a filosofia não ficamos conhecendo fatos reais, mas iremos perceber, indagar, questionar, sugestionar, enfim, refletir pensadamente, a parte do fato já conhecido. É a filosofia que vai enflorescer o produto da educação concreta, nos concedendo assim, uma educação “abstratamente” palpável.
Não basta que ensine ao homem uma especialidade. É necessário também que ele aprenda a entender, compreender, aceitar e criticar, adquirindo um sentimento, uma sensibilidade mais aguçada para discernir o correto, do errado; o belo, do grotesco; o moral, do imoral; e, assim, alcançar uma plenitude que visará o sucesso do intercâmbio:
Educador → Conhecimento → Educando.
Os objetos atuais do sistema educacional buscam a competição e a especialização prematura do jovem. Esses agentes tornam o sistema deficiente e fazem desaparecer o espírito humano e da própria filosofia, impossibilitando o desenvolvimento da vida cultural e suprimindo o acesso ao conhecimento dos processos de revelação dos segredos da natureza – os “conhecimentos científicos futuros”.
A piora da situação faz urgente alimentar do espírito crítico na inteligência do jovem, uma vez que sobrecarregado pelo sistema inadequado de informação, transforma a pesquisa cultural em escassos resultados nada promissores ao ensino.
O ensino que deveria ser guardado como um dom precioso e inestimável transforma-se em uma obrigação passiva, dolorosa e triste.
Para que pudéssemos chegar a um consenso sobre a educação e sua reflexão dentro do ambiente vital, deveríamos, primeiramente, criar uma consciência plena, da melhor maneira de usarmos a ciência, pois esta, que é adquirida por meio da leitura e meditação, servirá como um elo entre o desconhecido e o esclarecimento, para que assim, cheguemos ao âmago da questão: - A relação perfeita entre o homem e seu ambiente por meio da educação.
Eng. Ricardo Jatobá (AGQL).
A educação equipara-se ao trabalho do fogo no aço, blindando o saber.
28.5.2009
